O meu género

porAna Raquel Velosoem Emoções e Relações, Histórias Deixe um comentário

 

Numa Pós-graduação que frequentei há uns anos logo nas primeiras aulas, estava eu sentada ao lado de um colega bem mais velho na altura, algo aconteceu que recordo até hoje.

O meu colega era um senhor maduro e muito divertido, creio que perto dos 50, e que ao longo daquele ano me deu grandes lições de vida. O seu ar seguro e cativante, aliado à forma assertiva como comunicava, davam-lhe um carisma deveras impactante. Era brincalhão mas em cada coisa que dizia, ou história que contava, aparecia sempre uma mensagem escondida que me fazia aprender algo sobre a vida.

Nessa aula em que nos sentamos lado a lado a dada altura entra uma colega nova que nunca havíamos visto. A colega era bonita e vistosa, era impossível não reparar na sua presença. Quando ela passou por nós, para se sentar um pouco mais à frente, recordo até hoje as palavras que o meu colega proferiu.

À medida que ela se afastava para o seu lugar, sem tirar os olhos dela, ele disse: É o meu género.

Ao que eu perguntei de imediato: Qual é o teu género?

Ele olhou para mim e, com a sua voz grave e doce, respondeu-me pausadamente: Feminino.

Ao ver-me sorrir acrescentou, também ele com um sorriso:

Um homem que não souber apreciar o Feminino nunca saberá amar uma mulher.

Esta é resposta que não esqueço…

 

Um homem que não souber apreciar o Feminino nunca saberá amar uma mulher.

 

 

 

Author Image

Ana Raquel Veloso

Licenciada em Ciências da Comunicação, Pratictioner em Programação Neurolinguística e Pós-Graduada em Neuropsicologia Clínica.


Ana Raquel VelosoO meu género
Author Image

Ana Raquel Veloso

Licenciada em Ciências da Comunicação, Pratictioner em Programação Neurolinguística e Pós-Graduada em Neuropsicologia Clínica.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO