E o pequeno se faz grande…

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E o pequeno se faz grande…

Um destes dias, enquanto lia uma revista, apercebi-me de como o mundo mudou em 20 anos… No dia-a-dia dificilmente nos apercebemos das grandes transformações sociais e de como estas nos impactam. A menos que sejam carregadas de violência ou factos mirabolantes, dificilmente serão notícias e a nossa atenção será sempre desviada para outros assuntos mais mediáticos.

As pequenas transformações sociais e humanas, aquelas que acontecem devagar, de forma serena e comprometida, são muitas vezes impercetíveis aos nossos olhos no dia-a-dia. A maioria dessas transformações são realizadas por seres humanos comuns, como nós, que, vivendo a sua vida, dão um contributo enorme sem que disso façam ideia.

Há muitas pessoas corajosas neste mundo, empenhadas em transformar-se, melhorar-se e viver a vida em função de um Bem Maior. Estes seres humanos vivem uma vida fiel aos seus valores e leal à sua essência – conhecem-se, descobrem-se, valorizam-se e identificam a sua forma única de ser feliz. Depois então vivem-na, com aquela segurança e satisfação de quem se encontrou e sabe por que motivo está cá.

Fazer a jornada da vida desta forma, é provavelmente o maior contributo que cada um de nós pode dar à sua própria existência e ao mundo.

Percebermo-nos, conhecermos a nossa hierarquia de valores, saber aquilo que nos move, talvez seja o que nos dá a resposta sobre o nosso propósito de vida…

No meu caso, perceber a minha hierarquia de valores, saber o que me movia, aquilo que me era fundamental e essencial, foi sempre importante para mim. Ao longo da vida fiz muitas vezes este exercício de tentar perceber o que era imprescindível para que conseguisse viver… E em simultâneo, perceber também se aquilo que tinha me fazia, verdadeiramente, falta.

Na verdade este exercício tornou-se uma constante na minha vida, faço-o quase diariamente pois a transformação e a evolução tornaram-se uma constante na vida…

Tentando descobrir o que me movia, percebi cedo que o valor da Liberdade era fundamental para mim e até dada altura pensei que seria aquele valor sem o qual não viveria. No entanto, ao longo do tempo, conforme a vida avançava e a maturidade se instalava percebi que a Liberdade continuava a ser muito importante, no entanto, havia cedido o lugar cimeiro a outro valor… No topo, ocupando o primeiro lugar, está aquele valor que me move e sem o qual não consigo viver: a Verdade.

Dizem que a verdade é subjetiva. Pois é! A Verdade de que falo é a minha, apenas essa. Aquela que me (co)move, aquela que sinto e me orienta nas decisões que tomo. Para viver a minha vida em plena Liberdade preciso de o fazer de acordo com a minha Verdade, doutra forma estarei a fazer-me refém de uma mentira, que poderá até ser a verdade de outro.

Percebi também que as poucas vezes que adoeci nesta vida foi por não estar a viver de acordo com a minha Verdade. E hoje sei que adoecia porque estava triste, porque tentava encaixar-me na verdade de outros, acreditando que isso me permitiria ser Eu em liberdade.

Nunca a verdade de outros nos permitiu sermos nós, não é possível pois não é a nossa verdade. Nunca a vida dos outros nos permitiu viver a nossa… Quando não nos respeitamos, seja numa relação, num emprego, ou até nas nossas decisões quotidianas, vivemos aprisionados a uma realidade que não é a nossa. Isso não nos permite ser a nossa versão mais autêntica…

Quando não vivemos de acordo com a nossa Verdade, quando não sentimos que a nossa vida está a cumprir o propósito da nossa existência, não nos encontramos… não nos sentimos nós…

O único propósito da vida é vivê-la e senti-la, sempre em conexão com a nossa essência, o nosso Eu mais autêntico. E é com esta tarefa diária de nos tornarmos a nossa melhor versão que damos o melhor contributo que podemos dar aos outros e ao mundo.

É neste caminho diário cheio de pequenas decisões que nos fazemos grandes e cada um de nós contribui para engrandecer tudo o que nos rodeia.

É assim que o pequeno se faz grande…

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